Li outro dia num artigo de uma colunista de moda que não se usa mais colocar o dress-code, ou seja, a indicação do traje, num convite impresso; que isso é coisa do passado e que agora cada um vai como quer.
Pois devo dizer que discordo totalmente. O dress-code é uma indicação preciosa sobre o tom do evento para o qual estamos sendo convidados. É muito importante saber se o jantar que o chefe do marido está dando exige que ele vá de terno e gravata ou com roupa casual; é muito importante saber se a festa de aniversário de uma pessoa não muito íntima será um baile em que as mulheres vão estar de longo e de jóias, ou se uma balada em jeans e shorts serão roupas adequadas. Quem vai esclarecer essas dúvidas é o dress-code. Convites sem essa informação deixam as pessoas na insegurança e na boca do erro. Nada pior do que estar vestido demais ou de menos em qualquer ocasião.
Os códigos de roupa mais comuns ainda são:
*Atualmente é comum receber convites com outras nomenclaturas: “venha fashion”, “venha chique”, etc. Isso significa que é para ir com uma roupinha na moda, mas sem grandes formalidades: valem os jeans de marca com blusas bonitas, camisetas customizadas ou diferenciadas; vestidinhos curtos com sapatos maravilhosos; laçarotes engraçados nos cabelos; acessórios interessantes e cheios de personalidade.
**Traje solene: Sabemos o que é um traje esporte, um traje social completo, um black-tie, mas não existe (e deveria existir) a indicação de traje solene. Esta seria a roupa apropriada para festas sóbrias em que grandes arroubos fashion não seriam bem vistos como: recepções em embaixadas, posses em cargos importantes, solenidade nas academias de letras, festas de diretorias de grandes empresas, reuniões políticas em palácios de governo, visitas de papas e assim por diante. Nessas horas, o elegante é respeitar completamente a ocasião e não desviar a atenção dos presentes com roupas inadequadas, acessórios exagerados e fora do tom. Não é hora de cabelos e maquiagens loucas, acessórios cheios de personalidade como botas, bijuterias gigantes, chapéus desnecessários, cores berrantes, vestidos de caudas ou curtos demais. Erros ou exageros nessas solenidades são constrangedores para quem comete e para quem presencia.
Fonte: Livro - na linha com Gloria Kalil, ALÔ CHICS!
JabutiQ - 41 3336-0041 - Al. Augusto Stellfeld, 1991, Bigorrilho, Curitiba/Paraná