COLEÇÃO OUTONO INVERNO 2010



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SOS - dress-code

CONVITES

DRESS-CODE: AINDA EXISTE?

Li outro dia num artigo de uma colunista de moda que não se usa mais colocar o dress-code, ou seja, a indicação do traje, num convite impresso; que isso é coisa do passado e que agora cada um vai como quer.

Pois devo dizer que discordo totalmente. O dress-code é uma indicação preciosa sobre o tom do evento para o qual estamos sendo convidados. É muito importante saber se o jantar que o chefe do marido está dando exige que ele vá de terno e gravata ou com roupa casual; é muito importante saber se a festa de aniversário de uma pessoa não muito íntima será um baile em que as mulheres vão estar de longo e de jóias, ou se uma balada em jeans e shorts serão roupas adequadas. Quem vai esclarecer essas dúvidas é o dress-code. Convites sem essa informação deixam as pessoas na insegurança e na boca do erro. Nada pior do que estar vestido demais ou de menos em qualquer ocasião.

Os códigos de roupa mais comuns ainda são:

  1. Traje esporte: Significa uma roupa descomplicada: as mulheres podem esquecer o salto e ir de vestido leve ou calça com camiseta e blusinha; e os homens, de camisa e calça esportiva. Para os dois, vele um jeans que não seja estropiado. O simples fato de o convite ser impresso, porém, revela um grauzinho de formalidade. Não é para aparecer de bermuda e chinelo como se estivessem indo num churrasco na casa do cunhado.
  2. Esporte fino ou traje passeio (tênue de ville): O grau de formalidade subiu: não há necessidade de gravara, mas o jeans deve ser substituído por uma calça de brim ou gabardine. Em alguns casos é a hora do blazer sobre camisa, sem gravata. As mulheres devem usar uma sandália de salto, um vestido mais caprichado.
  3. Traje social, ou social ou passeio completo: É o terno e gravata para os homens (terno claro para o dia e escuro para a noite) e vestido de tecidos mais nobres para as mulheres (as sedas, as musselines, os georgettes, os bordados).
  4. E por fim, black-tie ou traje a rigor: Aí é o smoking para os homens e vestidos de baile para as mulheres.

*Atualmente é comum receber convites com outras nomenclaturas: “venha fashion”, “venha chique”, etc. Isso significa que é para ir com uma roupinha na moda, mas sem grandes formalidades: valem os jeans de marca com blusas bonitas, camisetas customizadas ou diferenciadas; vestidinhos curtos com sapatos maravilhosos; laçarotes engraçados nos cabelos; acessórios interessantes e cheios de personalidade.

**Traje solene: Sabemos o que é um traje esporte, um traje social completo, um black-tie, mas não existe (e deveria existir) a indicação de traje solene. Esta seria a roupa apropriada para festas sóbrias em que grandes arroubos fashion não seriam bem vistos como: recepções em embaixadas, posses em cargos importantes, solenidade nas academias de letras, festas de diretorias de grandes empresas, reuniões políticas em palácios de governo, visitas de papas e assim por diante. Nessas horas, o elegante é respeitar completamente a ocasião e não desviar a atenção dos presentes com roupas inadequadas, acessórios exagerados e fora do tom. Não é hora de cabelos e maquiagens loucas, acessórios cheios de personalidade como botas, bijuterias gigantes, chapéus desnecessários, cores berrantes, vestidos de caudas ou curtos demais. Erros ou exageros nessas solenidades são constrangedores para quem comete e para quem presencia.

Fonte: Livro - na linha com Gloria Kalil, ALÔ CHICS!

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